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Dinheiro esquecido em bancos: R$ 5,6 bilhões ainda podem ser resgatados. Saiba como

08 de September de 2026 0 leituras
Dinheiro esquecido em bancos: R$ 5,6 bilhões ainda podem ser resgatados. Saiba como
Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

O Banco Central atualizou os dados do Sistema de Valores a Receber e confirmou que R$ 5,64 bilhões continuam esquecidos em instituições financeiras. O montante pertence a milhões de pessoas físicas e empresas que ainda têm dinheiro disponível para resgate.

A queda no saldo em relação aos meses anteriores ocorreu após parte dos recursos ser transferida para um fundo público para viabilizar descontos no Desenrola 2.0. A operação entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU), que apura o uso do dinheiro.

Bilhões ainda podem ser resgatados

Os dados contabilizados até julho mostram um recuo expressivo em relação aos R$ 10,6 bilhões registrados em março. Em maio, o saldo havia caído para R$ 6,2 bilhões e, em junho, chegou a R$ 5,1 bilhões.

Os R$ 5,64 bilhões que ainda estão nas instituições financeiras se dividem da seguinte forma:

  • Pessoas físicas: R$ 4,24 bilhões pertencentes a 23,6 milhões de pessoas;
  • Empresas: R$ 1,4 bilhão pertencente a 2,2 milhões de empresas.

O Banco Central mantém um sistema que permite consultar valores deixados para trás em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. A ferramenta também pode ser usada para verificar recursos em nome de pessoas falecidas.

Governo usa recursos no Desenrola 2.0

No começo de maio, o governo anunciou a utilização de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões dos recursos esquecidos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas.

No fim do mês, cerca de R$ 5,7 bilhões foram encaminhados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), que oferece garantias às instituições financeiras e pode cobrir eventuais calotes de tomadores de crédito.

“Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]”, informou o governo à época.

A transferência passou a ser analisada pelo TCU. Técnicos do tribunal apuram o uso dos recursos para programas federais fora do orçamento público.

Como consultar e resgatar o valor

A consulta de valores esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições é feita pelo sistema oficial do Banco Central.

Para receber os valores pelo sistema, é necessário fornecer uma chave Pix. Quem não possui uma cadastrada deve entrar em contato com a instituição financeira para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação.

No caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, a consulta pode ser realizada por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade.

Depois da consulta, é preciso entrar em contato com as instituições indicadas para verificar os procedimentos necessários para receber o dinheiro.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de olhardigital.com.br.

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