Dinheiro esquecido em bancos: R$ 5,6 bilhões ainda podem ser resgatados. Saiba como
O Banco Central atualizou os dados do Sistema de Valores a Receber e confirmou que R$ 5,64 bilhões continuam esquecidos em instituições financeiras. O montante pertence a milhões de pessoas físicas e empresas que ainda têm dinheiro disponível para resgate.
A queda no saldo em relação aos meses anteriores ocorreu após parte dos recursos ser transferida para um fundo público para viabilizar descontos no Desenrola 2.0. A operação entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU), que apura o uso do dinheiro.
Bilhões ainda podem ser resgatados
Os dados contabilizados até julho mostram um recuo expressivo em relação aos R$ 10,6 bilhões registrados em março. Em maio, o saldo havia caído para R$ 6,2 bilhões e, em junho, chegou a R$ 5,1 bilhões.
Os R$ 5,64 bilhões que ainda estão nas instituições financeiras se dividem da seguinte forma:
- Pessoas físicas: R$ 4,24 bilhões pertencentes a 23,6 milhões de pessoas;
- Empresas: R$ 1,4 bilhão pertencente a 2,2 milhões de empresas.
O Banco Central mantém um sistema que permite consultar valores deixados para trás em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. A ferramenta também pode ser usada para verificar recursos em nome de pessoas falecidas.
Governo usa recursos no Desenrola 2.0
No começo de maio, o governo anunciou a utilização de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões dos recursos esquecidos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas.
No fim do mês, cerca de R$ 5,7 bilhões foram encaminhados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), que oferece garantias às instituições financeiras e pode cobrir eventuais calotes de tomadores de crédito.
“Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]”, informou o governo à época.
A transferência passou a ser analisada pelo TCU. Técnicos do tribunal apuram o uso dos recursos para programas federais fora do orçamento público.
Como consultar e resgatar o valor
A consulta de valores esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições é feita pelo sistema oficial do Banco Central.
Para receber os valores pelo sistema, é necessário fornecer uma chave Pix. Quem não possui uma cadastrada deve entrar em contato com a instituição financeira para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação.
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No caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, a consulta pode ser realizada por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade.
Depois da consulta, é preciso entrar em contato com as instituições indicadas para verificar os procedimentos necessários para receber o dinheiro.
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de olhardigital.com.br.