Garrafa de água a R$ 1,50 — mas para comprar, você precisa escalar por 1 hora e meia
Uma pequena loja suspensa a 120 metros do chão virou ponto de apoio para escaladores no Parque Geológico Nacional de Shiniuzhai, na China. O espaço vende água e alguns lanches durante a subida, mas há um detalhe curioso: para trabalhar ali, os funcionários também precisam encarar o penhasco.
A construção tem apenas dois metros quadrados e fica presa à parede vertical de uma montanha na província de Hunan. Antes de abrir as portas, os funcionários carregam dezenas de garrafas pela encosta.
Uma loja no meio da escalada
O caminho até o estabelecimento passa por uma rota equipada com âncoras metálicas, usadas pelos escaladores para se prender durante a subida. São cerca de 90 minutos até chegar ao pequeno ponto de venda, que acabou se tornando uma espécie de parada no percurso.
Quando está aberto, o local funciona das 8h às 17h. Água e alguns lanches simples estão entre os produtos disponíveis.
Uma garrafa de água custa cerca de 2 yuans, o equivalente a aproximadamente R$ 1,50. Em 2023, relatos também apontavam que os escaladores recebiam água gratuitamente após concluir a subida de aproximadamente 90 minutos até a loja.
O banheiro fica lá embaixo
A rotina de quem trabalha na loja exige bem mais do que atender clientes. As bebidas são levadas montanha acima em mochilas, antes do início do expediente.
Os funcionários também precisam controlar o quanto bebem durante o trabalho. O motivo é simples: o banheiro mais próximo fica no solo, e voltar até lá significa enfrentar novamente a descida.
Alguns detalhes ajudam a dimensionar a situação:
- A loja está a 120 metros acima do solo;
- O espaço tem apenas dois metros quadrados;
- A subida leva aproximadamente 90 minutos;
- Funcionários carregam dezenas de bebidas pela encosta;
- O horário informado é das 8h às 17h.
Nem sempre há atendimento
A loja existe há quase dez anos, mas sua operação não é regular. O estabelecimento foi fechado durante a pandemia e passou a enfrentar dificuldades para manter funcionários.
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Há relatos de escaladores que fizeram todo o percurso e chegaram ao ponto de venda para encontrá-lo fechado ou sem ninguém trabalhando.
Na hora de pagar, a situação também é curiosa. Aparentemente, a loja trabalha apenas com dinheiro, sem indicação de que aceite WeChat ou Alipay.
A pequena construção pode parecer uma curiosidade, mas sua localização tem uma razão prática. Ela está justamente onde os escaladores precisam de uma pausa — a mais de 100 metros do chão.
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de olhardigital.com.br.